Alexandre Rodrigues
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Gente Comum - A senhora da transbordo
Alexandre Rodrigues
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Hipocrisia me irrita.
Não costumo me colocar em meio a todas essas polêmicas criadas pela mídia televisiva. Elas criam um tumúlto que, graças a internet, se difundem como uma epidemia.
Entretano, desta vez não consegui me abster.
Depois do depoimento da apresentadora Xuxa no último domingo, 20, para o Fantástico, uma série de posts a respeito da reputação da Rainha dos baixinhos se sucederam nas redes sociais.
O engraçado é que todos a condenam por ter pousado nua, por ter feito um filme - entendamos filme como trabalho artístico no qual se interpreta determinado personagem previamente escrito pelo autor - e contrastando com a atual imagem que, depois de tantos anos, se esforçou para criar e manter.
Desculpem, mas as perguntas são iminentes:
São todos puros ao ponto de nunca terem simplesmente tomado uma decisão equivocada, ou a qual fariam diferente caso pudessem voltar no tempo?
São todos tão acertivos assim?
Então, por favor, não percam seu temo julgando alguém que se expõe, porque isso é fácil.
Se quer julgar alguém, julgue a si mesmo.
Avalie sua conduta durante toda sua trajetória até aqui.
A você Xuxa... o meu parabéns pelo trabalho social que desempenha, ajudando crianças vítimas de abuso sexual.
Gostaria de ver mais pessoas dedicando seu tempo a apoiar trabalhos semelhantes, a ficar aqui tentando denegrir a imagem alhei.
Alexandre Rodrigues
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Salvador Silenciosa
Nunca imaginei Salvador assim.
As vesperas de uma das maiores manifestações populares do mundo, a cidade que deveria estar pulsando em ritmo de carnaval, encontra-se silenciosa.
O calor que deveria emanar do asfalto super aquecido pelo verão, trasnpira a sensação de insegurança, ansiedade, tensão, medo.
A mídia tenta informar sem aterrorizar, em vão.
Pois quem deveria estar assegurando a integridade física e moral dos soteropolitanos está deixando-os a mercê do acaso e do vandalismo.
Entendo e defendo que a greve é um direito adquirido, desde que, assim como tudo na vida, seja feita com responsabilidade.
Entendo, também, que promessas políticas tenham sido feitas sem que fossem efetivadas dando todo direito a insatisfação da categoria, mas venho lembrar o compromisso feito por todos aqueles que defendem a farda que vestem de manter a ordem e a paz.
Podemos e devemos exigir nosso direitos, afinal isso também é um direito de todos. Mas não podemos, jamais, esquecer os nossos deveres, pois uns garantem os outros numa troca ininterrupta.
Deixar a população em estado de tensão contínua não é digno, já que ao contrário dos políticos que só absorvem, somos nós, cidadãos, que pagamos os impostos e taxas que garantem o salário, ainda que insatisfatório, daqueles que hoje nos abandonam.
E somos nós, cidadãos, que hoje sofremos com a paralisação da Polícia Militar da Bahia!!!
Alexandre Rodrigues
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Meu grande homem
Meu avô, pode-se pensar, não foi um grande homem, não realizou grandes feitos nem acumulou fortunas. Não tinha planos de mudar o mundo e mesmo conhecendo muitas pessoas, era de poucos amigos.
Mas como avaliar a grandeza de um homem por aquilo que possuiu em vida?
Esse homem que hoje deixa saudades aos seus entes, não se pode negar, apesar de todos os defeitos normais e cabíveis a um ser humano comum, possuio atributos muito mais louváveis e que só agora se fazem perceptíveis de forma transparente.
Homem de jeito simples, mas de uma inteligência pura, livre de títulos, sabedoria de vida. Sujeito de gênio forte, às vezes até grosseiro, mas de um coração enorme. Não lembro de uma só vez que tenha negado um favor, ou faltado aqueles que recorriam a ele. Ao contrário, ajudou sempre que pôde até a quem o machucou de forma irrecuperável.
Coração forte, depois de m acidente quase fatal na juventude, nove AVCs (Acidente Vascular Cerebral) e uma infecção que fez os médicos descreditarem que resistiria, continuou batendo. Até que cansou e numa madrugada, como ele sempre gostou, silenciosamente descançou.
Há quem julgue sua vida como normal, até insignificante, entretanto para mim, meu avô foi um grande homem.
Descance em paz Vô.
Alexandre Rodrigues
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Santo Orixá.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Vendedores a beira de um ataque de nervos
Simpatia, boa comunicação, boa aparência e ótima lábia, essas são as qualidades que todos acham que fazem de um vendedor completo e eficaz. Mas, não é! Defendo até a morte que todos, absolutamente todos, deveriam passar pela experiência na área de vendas.
Ser vendedor é muito mais do que saber identificar a necessidade ou vontade do cliente, é preciso identificar como fazê-lo desejar o algo a mais, fazê-lo sentir-se bem em estar adquiriando determinado produto. Satisfação, não de suas necessidades, mas de seu prazer em comprar. Para quem acha que isso é injusto para com os clientes, provo que não.
Sabe aquela peça de roupa quase perfeita? Pois é, quase. Faltou a ela um centímetro a mais na cintura, um dedo mais alongada na manga, uma cor que não está na cartela da coleção, ou mesmo não pareceu bonita tanto quanto no manequim. Satisfeito? Não?
Então continuemos. Clientes normalmente devem imaginar que a loja se arruma sozinha, só isso explicaria a necessidade de desdobrar todos as peças de uma pilha de roupas milimetricamente arrumadas para sua admiração à procura do tamanho. Alguém já pensou em perguntar ou mesmo pedir ao vendedor o tamanho correto do produto desejado? Dá trabalho ter que arrumar por inúmeras vezes a mesma seção e manter o bom humor.
Entendo, também, que existem clientes de desejo, aqueles que não necessariamente precisam de algo, mas a vontade de elevar a auto estima presenteando-se a si mesmo. Mas, convenhamos, ainda que a intenção de compra não seja efetiva, é preciso experimentar a loja inteira, fazer o vendedor subir e descer escadas com pilhas de roupa para terminar o atendimento com um: "obrigado, mas nada ficou bom". Oras, ainda que fosse uma peça de ouro, conceituada por todos os estilistas como uma obra de arte e, ainda, estivesse a custo quase zero, não era a peça o problema, mas quem a usa. Ou isso, ou o simples prazer em ter alguém servindo-o. Prefiro acreditar na primeira hipótese.
Por fim, e não menos importante, todos sabemos que qualquer loja possui horário de funcionamento, correto? Creio que não, pois existem aqueles que insistem em chegar minutos antes do fechamento e prolongar-se por tempos, muitas vezes, infindáveis. Entendo que imprevistos acontecem e que, em casos específicos, ocorra a necessidade de um atendimento em horário extra funcionamento de loja. Mas, alguém já se deu conta que o funcionário ali presente e simpático trabalhou todo o seu período e não está ganhando hora extra? Pensou que ele pode perder a condução e ter que ficar mais uma hora no ponto de ônibus esperando a próxima?
Enfim, apesar do desabafo de muitas bocas terem tomado corpo em forma de texto, continuarão atendendo com qualidade cada cliente que vier com intenção de compra, afinal são como um patrão rabugento, precisamos tratá-lo bem, pois é ele que paga nosso salário ainda que estejamos a beira de um ataque de nervos.
Alexandre Rodrigues
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Neandertal pós moderno
Vizinho mata outro a tiros por causa de vaga de garagem. Adolescente mata colega de escola a tiros por dividia de R$20. Menino de treze anos esfaqueia amigo de dez por derrota em jogo de videogame. Mulher é espancada pelo marido e decide não prestar queixa. Professor é agredido por aluno em sala de aula. Mães jogam filhos recém-nascidos em lata de lixo. O que está acontecendo?
Estamos na era da intolerância, parece deixarmos que o nosso lado irracional nos domine, ignorando o bom senso e o uso da fala que tanto nos esforçamos para fazer-se entender. Não, não podemos comparar o homem aos animais, estes últimos em seu habitat atacam apenas para comer e/ou defender seu território, lei natural da sobrevivência. Não existe violência gratuita como as tão frequentemente vistas nos noticiários diários.
Psicólogos e estudiosos defendem vertentes para esclarecer o que acontece, criam nomes e teorias para explicar comportamentos agressivos e justificam tudo como sociopatias e síndromes fajutas que não passam de tentativas de amenizar a angústia generalizada que assolou a sociedade.
O bulliyng, por exemplo, sempre existiu e se tratava de algo normal até a década de noventa. Brincadeiras agressivas de crianças que precisavam de um pouco mais de atenção para suprir a ausência dos pais em suas vidas. Mas quando isso passa de exceção a regra? E quando a estrutura social muda? Será que tudo acompanha? Pelo visto precisamos rever esse conceito, ao invés de tentar justificar os atos cometidos e que não tem como serem evitados.
Deram-nos o direito de exigir nossos direitos, de gritar pelo que acreditamos, mas nossas vozes parecem mudas. Há, ainda, o medo de represálias, de sermos calados de maneira definitiva. Voltamos à lei da selva, na qual vence o mais forte e, na selva de pedra, os mais fortes não necessariamente tem o porte atlético e precisam sujar as mãos. Usam roupas finas, frequentam lugares requintados e se preocupam com o corpo apenas por estética. Dificilmente sabemos quem são, possuem tantos sob seu controle que formam verdadeiros bandos com sub-hierarquias sob seu comando e quando são pegos não a justiça sobre eles, pois eles são a justiça.
Voltamos à era dos homens das cavernas, num processo de involução, retrocedemos no tempo e viramos primatas pós-modernos resolvendo tudo na pancada sem apelar para o diálogo. Não queremos saber quem estar com a razão, queremos tê-la a qualquer custo. Deixamos de dar valor a vida quando passamos a dar valor demais à riqueza. Aproveitamos a modernidade e trocamos os tacapes (pedaços de madeira usados para caçar) por armas e jogos de interesses.
Exterminamos os dinossauros e estamos fazendo o mesmo com nossa fauna e, como já não temos mais a quem dominar, por que não fazer isso com o nosso igual? Afinal somos seres superiores, Neandertals do século XXI com direito sobre o mundo que habitamos e sem leis para controlar-nos.
Alexandre Rodrigues